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NE: térmicas a gás são a bola da vez na região
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O atual cenário de geração de energia no Nordeste está com os dias contados.

A previsão é de que, até 2023, as hidrelétricas localizadas no rio São Francisco passem a ser coadjuvantes neste sistema.

No lugar das hidrelétricas a solução que caminha para sua implementação é das termelétricas a gás natural, deixando as hidrelétricas apenas com a função de suprir o segmento eólico.

As restrições hídricas do São Francisco tornaram a capacidade instalada das hidrelétricas da região uma figura do passado, tanto que as usinas Paulo Afonso 1, 2 e 3 e a usina Apolônio Sales (no Sertão de Moxotó) estão virtualmente paradas há mais de quatro anos. Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata a tendência é que essas hidrelétricas passem, no futuro, a servir de suporte para quando as eólicas não estiverem gerando.

As usinas termelétricas usam combustível como óleo e gás para gerar energia. Por isso o governo pode acioná-las para substituir parte da geração hidrelétrica e, com isso, poupar água dos reservatórios.

Na avaliação de Barata as térmicas a gás levam vantagem, visto que o gás do pré-sal por ser associado precisará ser utilizado cada vez mais à medida em que a produção de petróleo no país cresça. Esse quadro, portanto, obrigaria praticamente que a energia de base para o Nordeste fosse de termelétricas a gás.

Para viabilizar essa operação serão necessários investimentos em gasodutos ou em estações para conversão de Gás Natural Liquefeito (GNL), até que os estudos concluam o que é econômica e operacionalmente mais vantajoso para atendimento à região.

Entendendo o caso

No final do ano passado, o governo avaliava a realização de um leilão para substituir térmicas a óleo no Nordeste por usinas a gás. O objetivo da medida seria aumentar a oferta de uma energia mais barata que a gerada pelas térmicas a óleo no Nordeste, que tem sofrido com anos consecutivos de secas que reduzem a geração hidrelétrica local e deixam a região muito dependente da produção de usinas eólicas e solares.

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Fonte: Brasil Energia (abril/2019)

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REDAÇÃO
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